Eis que venho

Data 23/10/2024 15:55:53 | Tópico: Poemas

Eis que venho



Despido e desavergonhado estou intrinsecamente nas ações,

Aquela fala que ecoa em meio a tantas outras.

Sou a lembrança que vos atravessa enquanto olhas a vida;

Converto-me a sutileza e reforço meu existir pelos olhares,

Cresço e expando enquanto sonham, acordados ou não;


Posso ser como cordel ou papiro, converto as notas do coração em anotações, que às vezes saltam no vazio do papel, ou através olhos, estou sempre transbordando;


Às vezes sou confundido, dissuadido e desastrosamente estipulado, como se houvesse forma de me constatar.


Enganosa essa urgência em me rotular e definir, esquecem que germino em silêncio e jorro quando me apetece, sou tenaz e curvado a certa insubordinação;


Quando me invocam sem existência, pode ser derradeiro o desmoronar, mas acontece. Não fico onde não pertenço, vejo ruir as expectativas proclamadas em meu nome;

Legítimo e versátil, não me movo pela boca, mas pelo coração, meu nome é amor.


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