Casimira

Data 11/10/2024 18:20:39 | Tópico: Poemas

Casimira


Era quase noite quando Jorenilo partiu.
Sequer disse adeus.
Com os filhos pendurados em seu corpo, Dulcineia chorou.
Viu-se só.
Completamente vazia.
Nem arrependimento presenciou.
Restou mágoa entranhada em sua alma.
Sentimento que até hoje subsiste apoiado no tempo morrento.
Correndo pela casa viu Teodorino, Marcolino e Casimira.
Crianças que cresceram.
Gotas salgadas pingaram no café morno.
Avistava Rino e Lino, agora casados, durante os festejos de São João.
Apenas.
Há dezenas de meses não sabia de Casimira.
Mora na Capital!
É professora!
Soube pelo dono da venda.

Alexandre Sansone
11.10.2024


Este texto vem de Luso-Poemas
https://www.luso-poemas.net

Pode visualizá-lo seguindo este link:
https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=374833