
Olhar Cego nº 31
Data 29/09/2024 17:18:45 | Tópico: Poemas
| [Este texto não pertence à Administração. Trata-se de uma colaboração de um Luso-Poeta, que participou de forma anónima no jogo "Olhar Cego". No final, revelaremos a sua identidade. Convidamos os utilizadores a pontuar e a comentar o texto à vontade, como fazem com qualquer outro.]
Vazio...
nem o ódio resta...
foi tudo sorvido até ao fundo, raspado de forma lesta até só haver um vazio rotundo...
profundo,
um zero tão zero que absorve tudo,
ficaram apenas as covas dos olhos, o tórax seco... e nada, nem sequer um pouco de mais nada além de paredes arranhadas
Desespero! É isso!
O vácuo desesperante, a flutuação inquietante em que se roem unhas já arrancadas com requinte violento... rangem-se os dentes até lascar... é isso!
Desespero e mais nada. Houve amor e nem ódio resta. Foi sendo arrumado a um canto, acocorado em silencioso pranto e desaprumou-se num desencanto... secou!
Não é nada que se ouça, ou sinta assim, ou veja, ou seja, ou... nada... nada... nada...
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