Olhar Cego nº 21

Data 24/09/2024 16:05:11 | Tópico: Poemas

[Este texto não pertence à Administração. Trata-se de uma colaboração de um Luso-Poeta, que participou de forma anónima no jogo "Olhar Cego". No final, revelaremos a sua identidade. Convidamos os utilizadores a pontuar e a comentar o texto à vontade, como fazem com qualquer outro.]

Um punhado, de nada.

Nas mãos, carrego um punhado de nada
Esse vazio palpável feito de ausências
Pesa mais do que qualquer coisa concreta
É o espaço entre as palavras não ditas
Um intervalo entre um gesto e outro

A vida se esconde sem deixar rastros.
Um punhado de nada é silêncio que cala fundo
O próprio ser que envolve e abraça
Parado diante desse vazio,
Percebendo que ele contém tudo

Os sonhos que nunca vieram
As esperas que não se cumpriram
E é aí que deixa as suas marcas
O nada, esse punhado que mal se vê
É também promessa e possibilidade!


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