
De Amor (31ª Poesia de um Canalha)
Data 19/09/2024 11:03:48 | Tópico: Poemas
| Os teus lábios esqueléticos enchi-os com beijos Ósculos insufláveis lambuzados de terna paixão E dum tal desejo frenético entre fêmea e macho Os peitos tomados por estas mãos são gracejos São olhares divinais destes olhos cor de canção Do amor que arde sem se ver em curto fogacho
Esta loucura que te embrulhava a pele ainda nua Nesse cetim sedoso de prazer comum a nós dois Abraçada em nós de marinheiro e de vela aberta Saltitava sem ritmo em jogos de crianças de rua Que acolá durava e durava sem fim e até depois E fui eu o que a manhã desfaz e a noite desperta
Este mundo que nunca foi só teu e também meu Escrevia-nos nas histórias que outros sonhavam E deixava-os lê-las horas seguidas de fio a pavio Num momento que se esquecia a tempo do céu De duas dessas estrelas que amantes dançavam Nasciam tuas lágrimas na mágoa de um velho rio
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