
Quando voltares não tragas lenços de papel …
Data 31/08/2024 22:40:35 | Tópico: Poemas
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Arregaço os olhos Com os dedos dobrados Rodeada de silêncios Gastos Caiados Nas paredes Do quarto
Tomo o assassino das dores E fico á espera do sono Enquanto amolgo a cama E piso os cobertores
Folheio as acamadas horas Tentando expulsar a saudade Do leito e do olhar As imagens reveladas Surgem No pensamento A caminho do oceano Do âmago A memória visita Os lugares de outrora Adocicando ou salgando O alento Prisioneiro O passado Lança Na crosta da pele Um calor de inverno A cada azul deitado… Neste tempo remendado Fica a fria lucidez De observar o itinerário Da estupidez e do desperdício Dos épicos momentos E vem aquela frase que nos bate Que recordar é adiar Um embrionário futuro Encostado á biqueira dos passos
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