
Aqui deste lado, também nada de novo (26ª Poesia de um Canalha)
Data 19/08/2024 20:36:34 | Tópico: Poemas
| Aqui deste lado, também nada de novo
Só aquele desconforto quando deixo de respirar Sempre que aperta no peito tão grande saudade Essa vontade de chorar o mar do mundo inteiro A rir todo o dia e por essa noite adentro sonhar Sem que depois viesse um amanhã de verdade Deitado num colo qualquer de olhar sementeiro
Esse outro passo bailarino que dado foi trocado De valsa ou tango num folclore sempre popular Salteado vil de voz em voz em tempero velhaco Perguntou o vento à lua porque ia o sol tapado E o triste com essa mudez ímpar não quis voar Neste mundo acre que esquecido morreu fraco
Aqui deste lado também nada mais há de novo Sem ser esta dor que as duas mãos aqui levam Contorcida em língua solta de tosco impropério Algazarra de sol a sol que é vida de um só povo E dos pais desses filhos que seu chão renegam Mas cavam e cavam mais fundo longo mistério
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