O dilúvio das primeiras chuvas primaveris

Data 28/06/2024 08:35:36 | Tópico: Poemas -> Amor



Os brincos orvalhados da noite pendem como pingentes, são pérolas transparentes de um aroma suave e adocicado. O dilúvio das primeiras chuvas primaveris banha a terra sedenta, enquanto a brisa faz oscilar as folhas das árvores, ramos inquietos na aceitação do crepitar do convite a uma dança.

É como se a noite tecesse o seu manto misterioso num encanto, adornado por pérolas líquidas que refletem a luz da lua. Cada gota de orvalho é um testemunho silencioso do renascimento da natureza, um sinal de que até mesmo as pequenas gotas podem nutrir a terra e despertar vida onde antes havia quietude.

As primeiras chuvas primaveris são um ritual de purificação e renovação, a lavarem as preocupações do inverno e a preparem um novo cenário para um novo ciclo de crescimento e florescimento. A brisa, como uma bailarina invisível, convida as folhas das árvores a uma dança suave e reverente, onde o movimento dos galhos se funde harmoniosamente com os suspiros do vento.

Neste cenário efêmero e ao mesmo tempo eterno, somos convidados a testemunhar a magia da natureza no seu estado mais puro. Cada detalhe, desde os brincos orvalhados da noite até o crepitar das folhas na brisa, é uma celebração da vida e da conexão profunda com o ambiente que nos cerca.


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