VIA MAR

Data 13/06/2024 00:34:01 | Tópico: Poemas

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Um sopro bateu nos rostos
tostados de sol e maresia.
Os sorriso não eram naturais;
rugas sisudas acumuladas de
suor, gordura e sal, respingados
das redes exaustas da lida na
noite tempestade, madrugada
breu, marazul piscoso...

Uma transfiguração de súbito
evidenciou; despertaram todos
os cansados olhares que antes
dormitavam no chão do convés
apinhado de peixes frescos...
Retornar só com o sustento!

Tarde chuvosa; acenos se
repetiam além da arrebentação.
Em pano de fundo, as gigantes
falésias; ora visíveis, ora ocultas
pela maré alta num sobe e
desce das ondas volumosas;
bailado conhecido que o barco
se acostumou a enfrentar...

Nem se quisesse conseguiria
controlar a atracagem até a
definitiva  ancoragem no cais.
Enfim; baixar e recolher os
panos do longevo velame...
Porfim; momento de rir, beijar
e abraçar os amores deixados
há dias em terra...



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