
Ecos distantes em nossa cabeça
Data 31/05/2024 12:20:17 | Tópico: Poemas -> Reflexão
| Algumas vezes acontece De sermos esquecidos pelo caminho Quando os germes pronunciam linguagens Temos que percorrer a nossa odisseia corriqueira Sabendo que as palavras fervilhantes Tomam forma quando não as estamos vigiando.
Nunca há frescor nas estações Toda existência é bem sufocante E quase sempre perdemos o esconderijo da infância Não importa a nossa maturidade Sempre haverá atrasos em nossos olhos Porque a tristeza se esconde debaixo de nosso nariz.
Talvez no próximo ano nós conseguimos Cumprir as resoluções de ano novo, ou nunca Talvez nas próximas férias vejamos o por do sol E nos livramos do perigo que sempre está com os adultos Não importa os ecos distantes em nossa cabeça Alguém que você não pode ver pode estar falando.
Nada nunca é o que parece ser Você está sendo vigiado e nem percebe isso Quando virar a próxima esquina e chegar na próxima casa O olho do Grande Irmão está te acompanhando Sorrateiramente vigia os seus passos trôpegos E você não passa de mais um pontinho na tela de vigilância.
Você não me parece estranho Apesar de não saber a sua procedência sintética Nunca hei de virar as costas para um desconhecido Não senhor, nunca colocarei "senhor" no final O mundo é um lugar estranho de se viver com alguma certeza Porque o destino de cada um pertence a cada um.
Poema: Odair José, Poeta Cacerense www.odairpoetacacerense.blogspot.com
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