
versos turvos
Data 22/05/2024 15:20:30 | Tópico: Poemas
| num tempo sem idade no meu peito nasciam brancas madressilvas agora, submersa até ao esquecimento sinto os arremedos do desalento
nos versos turvos que escrevo sinto a urdidura da vida que foi dura, e que a memória não deixa esquecer é dor da saudade que amanhece é o corpo que estremece horizonte pleno onde volto a nascer
falta-me tudo o que ainda não amei e os sonhos que aguardei cada palavra um pássaro que voa dentro de mim um coração a lastimar a hora a passar, e não há saudade que não doa!
o pensamento gira nas lembranças minha alma submerge e se extravia escrevo e novamente, as esperanças trazem a luz da aurora ao meu dia.
natalia nuno
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