
Soneto em pranto
Data 16/05/2024 23:06:51 | Tópico: Sonetos
| O amor que eu cantei ardentemente Em uma saudade agora o improviso Pois arranca-lo da poética foi preciso Para não recuar, fiz-te contundente
Na sensação o sentido tão pendente Nos versos, inconveniente, indeciso Fazendo desta emoção algo preciso Deixando na prosa suspiros somente
E peno. Restrito sinto toda a carência Não há mais a trova que amava tanto Zanzo. Um andante na sobrevivência
Assim, padece o meu amoroso canto Em lágrimas um versar em sofrência E, para chorá-lo o soneto em pranto.
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado 16 maio, 2024, 19’37” – Araguari, MG
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