mandingo

Data 11/05/2024 04:03:26 | Tópico: Poemas

construí o altar com as minhas mãos
e barro de gente por acabar
seco ao sol

e,

num belo dia,
nasceu em mim, em combustão, um busto,
uma poesia que dizia um dizer, confissão

numa língua antiga amiga plena de espuma
a ferver
de ver o dever e sem ver a fazia

fiz uma boneca, com duas tranças,
para me agarrar de quatro e parar

fiz um sinal da cruz invertida
e fez-se luz, fez-se vida, a giz

e

aos gritos, preso ao altar profano

fui conjurado
teu



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