
Meu pobre soneto
Data 27/04/2024 21:54:06 | Tópico: Sonetos
| Ele sussurra com uma dor sofrida Que esmaecido chora na emoção Tal a uma lágrima na falta sentida Que bate forte o apertado coração
Ele canta com a sensação pendida Dos urutaus, que cantando em vão Entoam cantos de sisuda despedia Soando saudade adentro do sertão
Um versar gemido e de melancolia Que rola na trova com árida agonia Com frios sentimentos superficiais
Meu pobre soneto, tão moribundo Que quer arrebatamento profundo E vive o sonho, que não volta mais.
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado 27 abril, 2024, 18’17” – Araguari, MG *à amiga Lucineide S. Ghirelli
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