Cativo

Data 12/04/2024 00:22:10 | Tópico: Sonetos

Ao que a poesia verseja, e teia
Sussurrante, trivial, num clamar
Num amargor do que a perreia
Imersa em um profundo pesar

Com inquietude que devaneia
Um falho sentir, o pouco estar
No qual a insatisfação a enleia
No âmago de um triste poetar

Enturvo nesta aflição tão aflita
De sofredor que na dor orbita
Se limito, então, dizer não sei...

Sei que é danoso, penetrante
Sentimento avarento, pedante
E cativo desta sorte me tornei.

© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
11 abril, 2024, 19’18” – Araguari, MG

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