
A voz da tarde no cerrado
Data 07/04/2024 21:36:36 | Tópico: Sonetos
| Entardecer, a voz da tarde que murmura No cerrado. Canta a juriti teu canto triste Sussurra o vento, e o pôr do sol em riste Fechando o dia, num rubor que se figura A luz vai e a noite se fazendo tão escura Na vastidão torpe o pio da coruja insiste Corta o sossego do poente que partiste Ficando o silêncio atroador em candura
É o lusco-fusco, crepúsculo e melancolia Tecendo o ocaso no horizonte de poesia E o anoitecer com aquele tom encantado
Ó vibração cheia de ruido, de sensação Coaxa o sapo, o curiango em exaltação É a voz da tarde no cerrado, em brado!
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado 07 abril, 2024, 18’05” – Araguari, MG
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