
Primeira Guerra Mundial
Data 24/01/2024 18:39:40 | Tópico: Poemas -> Reflexão
| Nos campos de batalha, o eco da dor, Na Primeira Guerra, um trágico labor. Soldados marchando com coragem incerta, No front, a esperança, na alma, o alerta. O estampido dos canhões corta o ar, Lágrimas misturam-se à chuva a cair. Trincheiras profundas, sombras da guerra, O solo marcado pela fúria que faz ruir. Homens valentes, de nações distintas, Unidos no sofrer, nas horas a esperar. Um conflito que rasga a humanidade, Deixa cicatrizes na história difícil de lembrar. As trincheiras, testemunhas mudas, Das vidas perdidas, das almas assustadas. Uma dança de morte, em terra de ninguém, O lamento das mães, ecoa além das estradas. Os dias se arrastam como sombras longas, A esperança esquecida entre as recordações. Mas, no meio do horror, surge a reflexão, A guerra, uma escola com duras lições. A paz, almejada entre os escombros, Entre as cruzes, entre os lamentos doridos. A Primeira Guerra, um triste ensinamento, Que a humanidade sinta os seus feridos. Que as gerações futuras possam aprender, Que a guerra não é caminho a se trilhar. Na memória, que fique a lição do passado, Que a paz seja o vínculo, ao outro respeitar. Que nunca esqueçamos o preço da discórdia, Que a Primeira Guerra seja nossa memória. Para que, no presente, escolhamos o diálogo, E construamos um mundo novo na história. Poema: Odair José, Poeta Cacerense www.odairpoetacacerense.blogspot.com
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