
Filhinhos de papai
Data 09/01/2024 18:21:34 | Tópico: Poemas -> Reflexão
| Disseram que era apenas mais um labirinto Que poderia muito bem encontrar a saída Só precisava usar a inteligência E tudo ficari bem no final Só esqueceram de dizer que faltava-lhe o intelecto A massa craniana de um gênio E foi massacrado pelo monstro no labirinto. Um louco se escondeu na penumbra Ele via os verdadeiros monstros subindo a rua Jovens arruaçeiros filhinhos de papai Que não tem nada na massa craniana Que pisam nas pessoas a sua volta E colocam fogo em mendigos e prostitutas Como se eles não fossem as escórias da sociedade. Alguns financiadores estão a espreita Não querem ser conhecidos pelas autoridades E por isso se escondem detrás das rugas de velhos Que não recebem direito a sua aposentadoria E por esse motivo aceitam subornos Para permanecerem em frente aos quartéis. Do outro lado da Praça alguém observa Em seu silêncio indescritível não se nota Que uma fúria violenta perturba sua mente E logo sabemos pelos canais de notícias Que mais uma chachina foi efetuada pelas facções Em algum bar na periferia da cidade. Enquanto isso nas camas macias de um luxuoso hotel Um casal faz amor na loucura da sua intimidade Sem dar a mínima para quem ficou esperando Que seu parceiro voltasse mais cedo do trabalho E os sorrisos são permeados de bebidas No apagar de mais uma luz que era a última esperança. Poema: Odair José, Poeta Cacerense www.odairpoetacacerense.blogspot.com
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