
O meu calar (soneto)
Data 28/11/2023 11:08:59 | Tópico: Sonetos
| Solidão arde tal qual fogueira acesa É como em um brasido caminhar Perder-se no procurar sem se achar Estar no silêncio do vão da incerteza
O que pesa, é submergir na tristeza Dum incompleto, que nos faz cegar Perfeito no imperfeito, n'alma crepitar Medos, saudades... Oh estranheza!
Tudo é negridão e dor, é um debicar Rosa numa solitária posposta na mesa É chorar sem singulto e sem lacrimejar
E se hoje o ontem eu tivesse a clareza Não a sentia como sinto aqui a prantear Teria a perfeita companhia n’alma presa.
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado Final de novembro, 2016, 17'00" - cerrado goiano
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