
No porão úmido e esquecido
Data 23/11/2023 02:21:07 | Tópico: Poemas -> Reflexão
| No porão úmido e esquecido, onde o tempo desacelera, Entre sombras densas e memórias perdidas, a espera.
No limiar da eternidade, onde o silêncio reina, O passado se entrelaça com o presente, numa dança insana.
As paredes sussurram segredos, ecoando saudades, Enquanto o ar pesado respira histórias, carregado de inverdades.
No escuro, a nostalgia se manifesta na luz incomum, Uma lembrança perdida, um suspiro que flutua no vácuo sem fim.
A poeira dança em câmera lenta, capturando momentos idos, Enquanto a melancolia se desloca na velocidade da luz, em sentidos.
Os objetos esquecidos ganham vida na penumbra, Como espectros do passado, buscando respostas na sombra.
O tempo, ali, é um espectador imparcial, Enquanto a saudade percorre os corredores, sem ser casual.
No porão, o relógio da existência marca passagens, E a alma, imersa na melancolia, tece suas próprias viagens.
Na fronteira do etéreo, onde as lágrimas secam devagar, A saudade se torna um fio condutor, conectando o aqui ao lá.
No porão úmido e esquecido, o passado ressurge, E a saudade, na velocidade da luz, ao infinito converge.
Poema: Odair José, Poeta Cacerense www.odairpoetacacerense.blogspot.com
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