
Soneto com charme
Data 18/11/2023 19:58:04 | Tópico: Sonetos
| Moço, se no tempo, velho eu não fosse Onde a dor da saudade a apoderar-me As recordações a virarem um tal carme E a lentidão em mim se tornarem posse
Ah! Aquelas vontades já me são adarme O que outrora me era tão suave e doce Num gosto acre o meu olhar tornou-se O espelho, um revérbero, a desolar-me
O meu espírito a tudo acha tão precoce Já o corpo, cansado, soa em um alarme Na indagação a juventude que o endosse
Da utopia ao caos dum tão triste arme Envelhecer, como se não fosse atroce Então, vetusto, tenhas arrojo e charme!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado 2016, 18 de novembro – cerrado goiano
Protegido por Lei de Direitos Autorais (9.610/98) Se copiar citar a autoria – Luciano Spagnol - poeta do cerrado
|
|