
Húmus
Data 02/11/2023 20:43:13 | Tópico: Poemas
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Damo-nos as mãos e a leveza do chão acende-nos sorrisos novos nos passos.
O tempo solta-se de mim sentado num qualquer degrau de uma trajetória inteira que se assume única e verdadeira.
O rumo é agora o ramo de girassóis espalhados sobre a mesa e um mar espelhando luas fertilizando sóis.
Há uma linha verde que te acena e te segreda quem és a energia que te aquece o que te faz partir as sementes que tens para lembrar.
Moldas no teu gesto o movimento certo em que te permites dizer o que te trouxe até aqui e onde eternizar as marés do teu olhar.
Longo é o caminho longo.
Envolvo-me nas tuas cores sigo o teu caminhar corro a teu lado pássaro vento borboleta azul canção de embalar.
E o rio flutua suspenso da liquidez da voz que às vezes foge às vezes voa.
Nele vagueiam silêncios entre as pedras polidas que refletem o verde do céu e nomes de aves soletram a força das ausências.
Nele repousam as lembranças que atravessam as margens e clareiam as sombras para reunir a casa e reconstruir o tempo.
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