
Barca dos Desenganos
Data 01/11/2023 13:43:15 | Tópico: Poemas
| Nave da meia noite, na azul voragem do tempo Eu pássaro, asas alçadas sorvi de méis infinitos Na barca dos desenganos, por toda dor que há Viajei vidas à margem dos verbos encolerizados Qual um navegante da luz, no farol da angústia Nos astros, eu vi espanto e amargos presságios Na fadiga do dia, tolos devaneios me torturam Vi o frio e austero céu não contemplar estrelas Uma metade de silêncio e outra de inquietude Diz que não sou o mesmo perdido em pensares Ontem, tão hirto e sozinho resgatei uns versos Que guardo na morada de lembranças amargas As quais mereço, por querer navegar no sonho Hoje o poeta que novamente entrega-se à ilusão No alvoroço que destoa do ritmo calmo da flor Mas, este poema inadequado não é só espinhos Também é canção e brisa que acaricia o campo Uma fagulha de esperança n’um futuro melhor
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