
Evento das Estações - Poema Por Fim (RFim)
Data 15/10/2023 14:51:34 | Tópico: Poemas
| O que eu penso não é um rio qualquer Que se atravesse a nado ou que os homens Possam usar para pousar os olhos, lavá-los, Eu uso das fontes vivas
Nos nós dos dedos que vão desaguar Nem eu sei aonde ou quando, dos atritos Nas pedras, dos redemoinhos, dos socalcos Nas águas, da turbulência dos ribeiros no outono
Nos cascalhos do caudal é que me prendo, I'preso eu me penso não um rio, um mar Imenso, desses onde se pode embarcar Pra outro universo vivo,
Poesia é a minha razão de ser
mesmo sem ser razão, a sede das palavras, apesar de não terem sede nem repouso, e as miríades de paixões que pode encerrar cada estado da matéria, o sentido da simetria a vagem e os esporos mesmo sendo poucos, em cada espécie de gozo no corpo, cada margem e as sensações da alma, a viagem imparável nas estações do ano todo,
imperdoável a paixão sem o orgasmo, sem a miragem da água, incomparável o saciar da sede no deserto seco, tanto como a falta de sede no recém desperto, o desamor, o incesto da dor sem a cura, o incerto paraíso sem o além aquém dele, não existe, assim como o total perdão para os danos e o desacato na alma, a mecânica Quântica e o desalento, a calma e o desespero.
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