
Soneto do cerrado abafado
Data 22/09/2023 16:29:51 | Tópico: Sonetos
| Quem ateou este sedento chão do sertão Nesta aridez que nunca mais se apaga? E para que o planalto com está sua saga De severo tempo, de sede, de sequidão?
Quem pintou em tom de cinza, desolação Sentido na toada, de tonalidades pesadas Num pôr do sol no horizonte vermelhadas Amarrotando a vereda em ardida vastidão
E, o vento abrasado, e a vegetação aflita Sol a pino, nuvens no céu que desbotou Aquentando o verso com cálida pulsação
Quanto calor, e o craquelado na escrita Um empoeirado que da terra desgarrou Abafando o cerrado com agre sensação.
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado 22 setembro, 2023, 12’12” – Araguari, MG
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