
Soneto destituído
Data 07/09/2023 12:54:30 | Tópico: Sonetos
| Parece, ou eu me engano, que a solidão De repente deixou o prazer no passado O letrando, o cântico, agora desafinado Se vai o sentimento cheio de sensação
Por que não há vão, que não vá ao chão Da saudade, da dor do falto, tão pesado Até de aflição pulsa o versar atordoado Nem uma voz se ouve vinda do coração
Um usurpar da feição poética, advieste Deixando a prosa triste, num desvario E de lágrima tétrica a poesia se reveste
Nesta carência da alma, foi-se o gentio Sentido, e sem que a emoção lhe reste Assim, destituído de gesto, terno feitio
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado 7 setembro, 2023, 6’57” – Araguari, MG
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