
Setembro (no cerrado)
Data 01/09/2023 20:33:48 | Tópico: Sonetos
| Do pôr do sol neste horizonte rubente Eu perco-me, é tarde cálida no cerrado O pensamento ao vento e tão passado Numa contemplação remota e ausente
A sensação se encole, e o vazio espora Ergue ao longe uma solidão perturbada E da saudade se ouve uma voz chorada Sussurrando ao ouvido agrura que cora
Num segundo o céu tornou-se agreste E as minhas sofreguidões tão sozinhas Se espalhando por todo canto celeste
Setembro. Sua rima nas prosas minhas É! ... falam de amor, como se me deste De novo a flor, que pro amor avinhas...
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado 2021, setembro, 11, 18’27” – Araguari, MG
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