
Apanhador
Data 22/08/2023 20:57:38 | Tópico: Sonetos
| Uso os versos para compor o meu vazio A poética tem a pulsação no aconchego Gosto do tinido tão cheio de desapego Do silêncio, assim, os momentos, recrio
Compreendo bem o sotaque do cerrado O balé do vento entre as folhas, aprecio Tenho em mim o cheiro do mato, de rio E, n’alma um ser do sertão, apaixonado
Trago abundância, a ilusão, sou afetivo O meu abraço é maior que um legado Sou apanhador com visível significado De um olhar, do toque, daquele motivo
Queria que a safra fosse de arrepios Que cada formato, o poema narrativo De amor, assim, sendo, o latejo vivo Arfando, sobretudo, os meus vazios
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado 06/08/2023, 19’32” – Araguari, MG *paráfrase Manoel de Barros Protegido por Lei de Direitos Autorais (9.610/98) Se copiar citar a autoria – © Luciano Spagnol – poeta do cerrado
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