
ROTINA DE OUTRORA
Data 01/08/2023 02:32:30 | Tópico: Poemas
| . . . Se foi o tempo quando o tempo não era contado, passava despercebido... Abraçava-se todas as madrugadas, bebia-se a boemia com sofreguidão... Deliciosa irresponsabilidade!... Quando batia o cansaço etílico, a pedra da mesa era o travesseiro e um confessionário sem ouvidor... A saliva escorria da boca enquanto versos bêbados eram balbuciados... No palco, o arrasto do veludo grená cerravam as últimas gargalhadas da chanchada barata, necessária ao povo do Centro do Rio à Lapa, das gentes da vida... Sob risinhos furtivos nos bastidores, os contos burlescos e trágicos eram combinados com minúcias... Serviçais lustravam os vitrilhos, luas e estrelas, enquanto rainhas e princesas recosturavam as meias arrastão, refletiam os espelhos dos refletores para as atrizes; únicas dos intensos brilhos, mentoras dos sonhos.
https://www.facebook.com/1000053226457 ... sSmHtXjl/?mibextid=Nif5oz
|
|