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maldito caleidoscópio infrene! maldito almoxarifado minguado! maldito sou maldito na corda-bamba me explico
preciso alinhavar alguns pontos ... tenho muitas peças pra dar o arremate final
maldito sou maldito és entre os frutos do ventre comum gerador da estrela negra teimosa em luzir diurna mas que só aparece noturna e real na folha em branco antes que a inspiração durma
malditos poetas! malditas estrelas fingidas! tão iguais camaleoas ante faces outras aguardam a neutralidade pra se projetarem e morrerem sós gravitando em torno do personagem-mor com visões lacrimais de sangue e suor
mas ao virarem pó deixam o buraco negro o vazio para que outras ocupem seus lugares
maldito sou!... benquisto/malquisto/esquisito/causador de reboliço a borrifar feitiço tal magia imprevista no espelhar expectante de desconhecidos que prejulgam o sumo de minha criação
malditos poetas prosadores! maldito eu e meus eus entre eles! maldita fonte de ilusões sublimes de desilusões infames! malditos lenhadores de fogueiras virtuais onde se queimam os males! malditos urbanos de corações ciganos!
proclamo meu manifesto num gesto a oxigenar - mais e mais - dia após dia pra propagar que até em ato de rebeldia que a maior poesia vem d'alma fria - paradoxal - pra aquentar sem fogo só com a energia da luz que ao se apagar em mim invade a trilha do leitor capaz de absorver o sentido o sentimento diminuto compactado moldado e aconchegado a um mundo cabível
malditos poetas!... mal vistos do mal, ditos mal e mal maus e maus; do bem, sem mal; malditas mentes veras de atmosferas! serpentes a colearem sobre os sentidos! pseudo-atletas do verbo de tempos inconstantes! avante malditos! da paz! do amor! do sangue suor e páginas de sorriso e de dor!
avante meu levante doravante semanticamente sem mais aliterações... quiçá outra metáfora: "meta fora maldito os malditos de versos quebrados que outro aí do teu lado teu perseguidor reside em ti pra te socorrer se de arroubos estás isento pois sabes que teu viver é de prova em prova teus olhares de experimento
malditos poetas!! baús de reações!! não pertencem a este mundo! encenam/encenam pra brilharem na cena posterior como estrelas à espera da noite
Maldito, maldito sou! Malditos somos em nosso próprio livro!
ó escolha metafísica inopcional etc. e tal! ó babel de amores como flores! uma que inda vou colher mesmo sem ela ser a mais bonita mas que a farei mais bela na escrita
ós e ós e oh! fuga em liberdade! maldita vida que me faz bendizê-la se no negror do céu consigo ver uma estrela como um poema que farei... indelével...
****rehgge
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