
O som crepitante do Teu Nome.
Data 16/06/2023 13:40:31 | Tópico: Poemas
| Quando a face sublime do amor se despe e se olha nas madrugadas, há infinitos alvoreceres por desvendar e pórticos floridos a emoldurar o desabotoar cálido dos sentidos, há vozes silenciosas e um bouquet de felicidade nas Tuas mãos a agasalhar as minhas.
Arrasto a coerência para fora da sombra do jardim e abrem-se portas de ausência para dar lugar aos sentidos despidos de silêncio, liberto as palavras aprisionadas no leito do meu rio e correm velozes como se fossem palavras andantes e sinto-as como quem sente o fluir do amor ganhar vida.
Murcho o desassossego, deixo cair os tropeços, amarroto o passado, coloco a grinalda de sonhos, escrevo uma carta aberta ao pensamento para florescer dento do abraço da primavera à minha alma.
Permaneço nesta imobilidade como se o Veludo intocável dos meus dias me vestisse a face com a exuberância do toque da candura em espontaneidade, como se sentisse os ombros cingidos pelas vestes da paz e erguesse o olhar para buscar na direção o som crepitante do Teu Nome.
Alice Vaz de Barros
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