
Tédio
Data 09/05/2023 22:30:19 | Tópico: Poemas -> Introspecção
| Sem esperar que algo de novo aconteça Caminha despretensiosamente Se olhar para o abismo vai ver Bem no profundo de sua alma Que ele chama pelo seu nome Até Eco pode confirmar isso ao gritar Nas montanhas onde o vento é silencioso Onde o sol não toca a terra E as borboletas desviam das armadilhas Que as aves deixaram plantadas na escuridão.
Existe uma dor profunda no coração Uma angústia na alma que deseja ardentemente Fugir das armadilhas invisíveis da paixão Que aprisionam as mentes mais indefesas Que arrancam os pensamentos com suas armas E deixam o sangue escorrer pelos poros Na escuridão é que se vê a ilusão Quando os olhos começam a se acostumar Gritam para que não acendam as luzes.
No lugar mais profundo da alma O silêncio nunca será uma boa companhia O tédio gosta mesmo de morar com os solitários Porque pode estender suas garras afiadas Mesmo que ninguém queira vê-lo por ai Não adianta tentar esconder dos seus olhos É apenas uma perca de tempo idiota Porque o tempo vai e volta com suas artimanhas E no outro dia o tédio voltou a fazer companhia.
Abra os seus olhos e tente contemplar Na escuridão do deserto corre a serpente Na floresta o lobo está a espreita E você acaba sendo vítima dos larápios da cidade Dos contadores de histórias miraculosas Que enganam até a própria morte com suas ladainhas E por mais que você deseje outra vida Não haverá nenhum minuto de paz para onde vais Porque o infinito não pode segurar em suas mãos.
Poema: Odair José, Poeta Cacerense www.odairpoetacacerense.blogspot.com
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