
O nariz de Cleópatra
Data 10/04/2023 21:05:26 | Tópico: Poemas -> Reflexão
| Quem foi que encheu a sua cabeça com tantas bobagens? Por que não para para pensar um pouquinho? Deixa de ser tão besta a ponto de concordar com tudo Com os lixos cibernéticos que enfiam na sua mente Procure libertar-se desses grilhões Pelo menos deveria tentar e não ficar perdendo tempo. Essa angústia existencial envolta em brumas de um nevoeiro Ofuscam a sua visão a tal ponto de não mais questionar Ninguém ouve quando falamos e ignoram a nossa voz Mas não importa nada disso porque o futuro já está comprometido É como cera que derrete sob a luz do sol ofuscante Enquanto ficam olhando para o vazio. Não permaneça como um cego tolo que não vê nada Não seja surdo como muitos que não ouvem nem a própria voz Pegue nas mãos dos que ainda sonham com a liberdade E lute como se essa fosse a última batalha O mundo não é um mar de rosas É um campo de batalha e você pensa que não está aqui? Quem disse a você que a curiosidade matou o gato? Quem colocou fogo no quintal perto de casa E deixou que o vento trouxesse a fumaça direto em meus olhos? Uma puta de uma sacanagem com os aflitos de coração Com os que não podem ver um palmo diante do nariz E olha que nem estou falando do nariz de Cleópatra. Como pode ter um cordeiro no topo da montanha? É em vão essa esperança e perda de tempo acreditar Que alguns podem mudar as suas perspectivas a partir desses enunciados Quando na verdade querem apenas deitar em suas redes e balançar O mundo não é lugar para preguiçosos Nem para guerreiros solitários. Por que não encontro o seu nome nos anais da História? O que fez que não deixou nenhum registro de seus feitos memoráveis? Agora não adianta lamentar a sua sorte Os antropólogos estão a sua espreita e não encontram traços culturais Que possam satisfazer a sua sana demoníaca de soberba Afinal, quem madou você comer o fruto proibido? Agora eu me vou pela estrada e não espere mais nada Estou cansado de tantas baboseiras proferidas nas casas de leis Promessas armazenadas em sacos furados Espalhadas pelas ruas desertas de uma cidade qualquer Quando crianças choram sem ter o leite para beber Eles esbanjam seus dólares em uisques caríssimos. Poema: Odair José, Pota Cacerense www.odairpoetacacerense.blogspot.com
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