
Nada
Data 27/03/2023 13:26:30 | Tópico: Poemas
| Meu primeiro gesto foi romper os grilhões do desespero Encontrar as chaves para não voltar a errar ou me iludir Mas antes eu precisava esquecer, quem eras e quem fui Mas a semente de meu coração ceifado, enfim frutifica A ironia é saber que tu dizes, que perdeste mais que eu Será que faltou do céu que dizias: véu cinza de palavras Não tens moldura bastante para exibires fictas pinturas Daquilo que nunca viveste, do amor que não entregaste Quiçá tivesses visto o meu olhar refletido na tua espada Verias que minha arma é a verdade, minha defesa a asa Acordo a cada dia, com a boca amarga do que não disse Apenas por querer não te magoar, só por ser verdadeiro Gastei muito tempo para pôr em pé meu corpo dolorido Quando 0 silêncio atroz vestiu o lugar da rosa vermelha E agora é hora de caminhar, deixar a melancolia de lado Recobrir todas paredes com pastilhas coloridas e cantar Aliviar o coração desintegrado do dia a dia de segredos De olvidar este quase luto, corroído de tanto tormento Pois cerrei os olhos e teu grito já não me queima a alma Abdicaste do abraço e das palavras, esse nada só é teu
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