
POEMA DAS PÉTALAS 24/03/2016
Data 25/03/2023 23:59:03 | Tópico: Poemas
| No primeiro dia do outono quando o sol ia se pondo. Na rua o vento contido entre as paredes dos prédios se fazia arredio.
Pôs se a dançar invisível na valsa do solo que procura o frio. Rodava em círculos concêntricos em seu dançar excêntrico.
E sozinho valsava sem que ninguém o visse e a sua felicidade se fez prece no desejo de companhia.
No caminho de uma mulher que se deu por passagem ali naquela hora, outro enamorado cedeu lhe uma chuva de pétalas vermelhas como deve ser a cor do amor.
A dama se foi sorrindo e do intento desse enamorado após findo.
Restou em espólios espalhadas pelo chão o que já foram rosas e agora eram sobras.
O vento em seu caminho, naquele momento tirou para dançar quem já se achava no lixo.
E nos caminhos concêntricos onde os pensamentos transformam-se em sentimentos. Ficaram na memória a poesia do carinho e da sua momentânea glória.
Como o flutuar de pétalas no ar vermelhas como amor que se puseram a rodopiar em um final de tarde de um primeiro dia de outono.
Tornou-se mais uma memória guardada para sempre em sua maneira terna da forma mais etérea.
Um presente em poesia homenagem aos lembrados que se fizeram ausentes.
Dante Locatelli
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