
África e balança do meia-a-meia
Data 23/11/2022 12:07:31 | Tópico: Poemas
|  Ó África, minha África, África de hienas e Helenas África de sol e praias. África de embriagante maruvo
Ó África, no teu ventre-mãe, Jazz infindável riqueza, Riqueza adormecida Pela mão sorna do teu povo
África de dendém e mulembas África de ouro e petróleo De calor e diamantes. África de minas douradas
Ó áfrica minha, Acorde do teu sono profundo, E chame teus filhos pelo nome. É hora de operar teu ventre-mãe
Se cuide, se cuide África minha, Que o cirurgião não seja do lado de lá Pra que o fruto do teu ventre Não conheça a balança do meia-a-meia
Do lado de cá, Há-de-haver cirurgiões nativos, Acabados de acordar do sono profundo, E olhos postos no evoluir das terras do lado de de lá
Acorde, acorde minha África, De rica, tens tudo E não feche meninas dos teus olhos Perante olhares furtivos à tua barriga prenhe
A maternidade ainda está longe Mas, hás-de parir mamã-África, Do teu ventre brotará fartura, E o olhar do teu povo Ficará nas fronteiras do teu olhar
Adelino Gomes-nhaca
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