
O homem que amava a raça humana
Data 07/11/2022 20:28:25 | Tópico: Poemas -> Intervenção
| Nem todos estão sujeitos aos encargos da felicidade Haverá sempre alguém na penumbra Alguém que vai puxar o tapete de outro Ou jogar taxinhas para furar os pneus Ou jogar os corpos nos latões de lixo. Flores ao entardecer não convence alguns Quando a fumaça sobe no alvorecer Há sinais de que as lutas não serão vencidas Por quem não sabe lutar as batalhas E fazem o tempo parar para os outros. Pobres desgraçadinhos não são bem-vindos Famintos que param os transeuntes nos semáforos Homens de bronzes que fazem festas escondidos Que forçam mulheres realizarem seus desejos sórdidos Nas madrugadas frias de um inverno qualquer. Se queres que alguém segure seu cavalo Grite com todas as forças de seu pulmão Só será ouvido por ouvidos toscos de cabeças ocas Quando o som for mais alto do que as vozes No tempo de onde as flores já caíram no chão. O homem que amava a raça humana não pensava direito Já estava na meia-idade do diabo e cansado Ele subia ligeiro a grande colina da ilusão Onde desejava abrir seu coração para todos E dizer que apenas um livro absurdo poderia ser lido. Poema: Odair José, Poeta Cacerense www.odairpoetacacerense.blogspot.com
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