
Ode ao destino
Data 12/10/2022 11:33:17 | Tópico: Poemas -> Reflexão
| Nas margens sinuosas do rio Um olhar compenetrado Vislumbres de um tempo tão arcaico Que não se pode descrever Preso ao pensamento de quem se foi.
Há uma busca pela eternidade Esperança de saber o caminho E não se sabe ao certo o destino Já traçado em tempos imemoriáveis Nas nascentes orválicas bem distantes.
Existem fantasmas pelos becos Criaturas que emergem das águas Como se soubesse o que está escrito Nos corações solitários de indigentes Que estampam os seus destinos no olhar.
A imortalidade não está a caminho Era isso que tanto desejavam E imaginavam em suas noites silenciosas Mas, o destino já de longe atento, Corrobora uma visão que não tem volta.
Fale sobre a serpente no horizonte Bem longe de tudo que vimos Se não pode mudar seu destino Escreva sua história com esperança E faça tudo valer o momento único de saudades.
Poema: Odair José, Poeta Cacerense www.odairpoetacacerense.blogspot.com
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