
Venho
Data 27/09/2022 13:26:07 | Tópico: Poemas
| Venho escrever-te qual quem na hora da sede, vai à fonte Quando repousa o canto do pássaro, doce canto da brisa Venho ouvir a correnteza dessas águas mansas e colossais Meu poema será teu esteio, tão límpido e quiçá pungente Tal o bosque sombreado, teu amparo na hora do cansaço
Venho para sentir teu perfume de rosas, cheiro de delícias Quando o frio me cerca com suas dolorosas garras lívidas Para me aquecer em teu fogo que é o recanto de meu sol O meu amanhecer radiante, o bálsamo das minhas feridas Taça em que toda a dor se embriaga, até o esquecimento
Venho a ti quando meu desejo devora o abismo entre nós E minha alma incontida te oferta meus mares de mistério Os céus onde florescem os astros sobre seu manto negro As constelações e os sonhos onde vivemos antes de tudo Há quem precise terras, casa e pátria. Eu preciso só de ti
Venho qual a águia observar do píncaro o prado em flores Eis que longe do horizonte de teu abraço é apenas morrer
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