
PALCO
Data 26/09/2022 14:17:11 | Tópico: Poemas
| Dono de quê? Se nem dono de mim eu sou... Sonhos confusos... Almejando ao coração ressuscitar... Com tão pouco tempo a pensar...
Devaneios em barcos de desejos a qual me entrego... Só assim me reconheço... Quando a vida com o látego me fustiga... Finjo não ver a realidade sentida...
Na pura ausência das coisas... Um palco: eu e a lua... O terror de pensar no fim da peça... Louvando por estar em cena... Ainda...
Mas o futuro insiste e persiste... Em rasgar as cortinas... Escurecer as estrelas... Devorar a noite... Massacrar o dia...
Na arte de perder-se não há nenhum mistério... A cada dia um pouco perdemos... Embora, até o momento, não percebi o quanto tenha mudado...
Quem me quiser que me chame... Ou que me toque com a mão... Antes que a peça termine... E só reste silêncio e escuridão...
Sandro Paschoal Nogueira
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