
Memórias impertinentes em uma caverna
Data 14/09/2022 13:02:07 | Tópico: Poemas -> Introspecção
| Como veio parar neste lugar não sabe explicar O silêncio ajuda a pensar Lembranças povoam sua mente Como os morcegos que se soltam na escuridão Sem fazer qualquer cerimônia.
Os pensamentos são perturbadores Como se fossem feridas mal curadas Memórias impertinentes que afligem Que permanecem no subconsciente Como se fossem vozes infinitas na mente.
Só queria se esconder do mundo Por isso adentrou a escuridão dessa caverna E não pode esperar mais nada da vida Se a esperança já não faz parte da história Porque ninguém quer lembrar do passado.
Memórias impertinentes incomodam Tiram o sossego do espírito sempre indomável Os pensamentos não podem ser controlados Parecem ter vida própria e voam Como os morcegos inquietos desse lugar.
Em um passado não tão distante Conheceu a felicidade tão sonhada Nos olhos meigos de uma donzela Sem saber que seria apenas mais uma ilusão Porque ninguém pode controlar o coração.
Percorre os labirintos da caverna Cada gruta escura causa calafrios intensos O desconhecido é a sensação mais estranha Porque não se sabe o que vem depois E tudo pode não passar de mais uma miragem.
Percebe que lá fora há uma luz O sol que brilha também aquece Mas não consegue sair dessa caverna Onde sente o abraço forte da solidão Que agora lhe faz a tão sonhada companhia.
Poema: Odair José, Poeta Cacerense www.odairpoetacacerense.blogspot.com
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