
Procura
Data 21/06/2022 11:53:15 | Tópico: Prosas Poéticas
| Persegues -me pelas ruas da cidade, ávido pelo que em mim germina. Perguntas à aurora. Perguntas à flor que brotou em teu peito quando de amor ressuscitavas em meu leito. Desconheces os meus caminhos de ora e te frustras na multidão. Vês semblantes perdidos em busca da salvação. Entendes os seus gritos e choras por compaixão. Sempre foste o germinar da esperança no meu olhar, meu menino inquieto. Eras quem clamava pela minha alma quando nossos corpos se uniam em chama. Resgatavas fragmentos meus com teus lábios sussurrantes e desvelavas os segredos que eu não podia revelar. Despiste-me no silêncio de um olhar. Atiçaste o meu coração mão na mão. Agora procuras o caminho que é meu, fruto do destino, feito devagarinho, entre luz e breu. Suado gritas por quem desejas na tua cama com cheiro a sonho e a anseio. Bebes do néctar do colo numa espera atribulada. Mas quando no espaço infinito a minha alma te visita vertes mel do teu peito com cheiro a desejo e a fruto maduro.
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