
Altas horas
Data 23/05/2022 17:09:02 | Tópico: Poemas -> Intervenção
| Deita na cama e espera pelo próximo dia Até sabe que não dormirá antes que passem milhares de pensamentos O sol entorpecido do dia na cabeça Faz com que tudo pareça tão cinza como dias nublados Conta as horas e os minutos Enquanto revoluções explodem na cabeça Um grito ecoa na mente Parabólica instalada na mente Espinhos na coroa que perfura o crânio Ou apenas um micro chip de informações falsas Porque sabe que não tem coroa nenhuma ali Então ajeita o travesseiro Como se fosse conseguir dormir. Tudo bem, você até que quase conseguiu me convencer Que não é um estranho E, por incrível que possa parecer, Eu também não sou um estranho Ou sou? Agora fiquei mais confuso ainda. Tá entendendo o que eu digo? Eu acho que morri e renasci durante o inverno Como uma fênix que brota do lodo pantaneiro Estou com os olhos mais abertos do que antes E mesmo assim não consigo enxergar nada mais do que ruínas Propagandas e propagandas na TV A propaganda é a alma do negócio, Diz uma propaganda capitalista Despejam demagogias formatadas em grandes slogans Porque, no fundo, todos os hinos são slogans Que perfuram a mente já doente pelas redes sociais. A violência nem precisa ser mais dublada Tudo é fabricado e segue os padrões internacionais Apenas um discurso As promessas que sempre fazemos a nós mesmos E nunca temos coragem em cumpri-las Porque a vida segue o eterno círculo infinito Quem se importa com um homem triste? Ou com as máculas de mentes juvenis? Lá no fundo do abismo eles gritam: Pule! Pule! Estamos ansiosos para recebê-lo aqui também O calor do verão me sufoca Os olhos já começam a se fechar Altas horas e agora o sono chegou Deixarei de pensar e estarei aberto aos pesadelos Tento falar com Deus, Mas as horas de visitas já se foram E devo acordar as cinco da manhã! Poema: Odair José, Poeta Cacerense www.odairpoetacacerense.blogspot.com
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