
Delírio
Data 27/02/2022 01:29:41 | Tópico: Poemas
| Que pensas podes me dizer, se só ao silêncio tenho ouvidos Eu que antes de antigamente, olhava da esquina do mundo E nem bem tinha certeza que teu olhar existia além de tudo Esse índigo que, irreverente, sem pedir me arrestou o peito Para tornar todas minhas noites insones em fértil território Onde faz germinar a semente de uma poesia terna e galante Que esperas eu faça com toda angústia que eu usava sentir Se a ânsia de teu abraço ocupa todo espaço que há em mim Se o delírio de deitar a cabeça entre a maciez de teus seios Consumiu todos meus mais recônditos sonhos e convicções Aprendo a não saber como fazer para vencer essa distância Essa é minha lastima, é o que me alimenta nas horas escuras Ah esperança, filha de mãe louca e pai impetuoso, ouve-me Só tenho a ti esperança, promete-me que que vamos vencer Que a distância é imaginária e esse calor vem do corpo dela No longo abraço tão ansiado. E num só um giro do ponteiro Não mais esperar minha boca faminta enfim encontrar a dela
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