
A sombra dos devaneios
Data 12/01/2022 23:26:50 | Tópico: Poemas
| Entre as sombras imprimidas no chão da tarde, eis a minha inquieta, no vai e vem desesperando. Sim, porque há desconfiança em mim deste tempo que faz a vida chorar, sorrindo! Abrem-se flores e o sol doura o chão. O céu mostra-se como um tapete de nuvens. Mas tudo é veneno doce! Do meio do que regozija sempre surge a mão que aperta a garganta até embaçar os olhos e a dor beber alegria! O que não é falso, no tempo, é fantasia! E eu, que nem eu, pra mim, sou verdade, como aqueles muitos parecidos que pensam que são a energia essencial para a rotação do chão mas, no vento mais veloz, são os primeiros que vão desconhecendo o rumo, a cor, o aroma, o gosto e acima de tudo, a dor que se assombra num poema.
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