
Nos clãs que se criou No luso poemas, Perderam-se votos d’alma Em detrimento de: Se me deres a soja, Te dou o trigo. Verdade vendida aos caprichos Da sociedade doentio. Comentadores de sangue Só têm olhos pra o nascente, Onde a cega força Dos laços comuns dos clãs, Omitem a verdade das verdades. Omisso a verdade da palavra Na poesia aqui cantada Com letras de ouro, Escolhem a desvontade d’alma e, Vão disseminando suas dores Pelos cantos e encantos da poesia, Que os luso-poetas nos ofertam Nas infindáveis noites de interação. Nesse maravilhoso templo das letras, A poesia continuará a brilhar Continuará a soltar sorrisos Nos semblantes dos leitores, Apesar das inverdades dos clãs E seu despudorado separatismo.
Adelino Gomes-nhaca
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