
CATIVO
Data 15/05/2022 19:42:46 | Tópico: Poemas
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Então, meu destino... Por fecundo amor à lua... E o vento vem e tal qual me assombra... Diante dos deuses profanos... Sigo em falso desdém...
Sem náuseas e no cio... A pretexto do frio... Aflição dos aflitos... No peito silêncio... Cessa a alma o grito...
Coisas vãs que o mundo adora... Começa o instinto...
Não acho o bem que me satisfaça... Juro pelos céus a fé mais pura... E a boca, com prazer, em lascívia murmura...
Os olhos requebram... Então prometo o mais fiel carinho... Esquento o sangue... Irriço os pêlos... E o coração deixa de ser gelo...
A frouxidão no amor é uma ofensa... Sei disso... E é esta a diferença...
Eu choro... Eu me desespero... Clamo e tremo... Eu ardo... Eu gemo...
Quando me entrego... Tê-me cativo...
Sandro Paschoal Nogueira
Caminhos de um poeta
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