
Para que saibas
Data 31/10/2021 00:00:37 | Tópico: Poemas
| Queres o que te oferto, mas me odeias por escrever Quem diz que ama a ponte, deve também amar o rio Posto ser este, a única razão da existência daquela
No ardil dessas ilusões, te imaginastes ser reluzente Por que falavas que sentias por mim, o amor eterno Mas me atiraste às hienas, tal restos insignificantes
A terra seca quando cai a chuva, exala seu petricor Há coisas que não se pode ocultar detrás da mudez As evidências, e vidências, violências são a face real
O sol sucede à lua e, muda, mudas das tuas opiniões Porém por dentro és imutável, sem arte ou sem rima Soluçando uma imensa oração de infindo desamparo
Deixaste confundir minha humildade com pequenez Por isso me perdestes, tal a represa verte o excesso Se tu ias me atar as pernas, esquecestes minhas asas
Carreguei por tantos outonos e invernos, teus vazios pacotes sem ternura, teu ouro de tolo, teu coração mendigo e nenhum gesto ou algum aceno de carinho Não te espantem, pois assim, os porquês deste adeus
junho/2015
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