
Sacopenapã
Data 19/10/2021 18:02:45 | Tópico: Poemas
| No promontório a se destacar consagra-se a igrejinha branca à Nossa Senhora de Copacabana, a Sacopenapã, do bravio mar, renasce Copacabana para orar.
De igrejinha a forte secular, de areal à Princesinha do Mar, se afoga em insana especulação no mar da urbanização irregular.
Apesar do tsunami de concreto, que descontrolado domina a orla, o vai e vem no ritmo da marola, nas areias e no calçadão liberto, preserva a ironia e o ar burlesco.
Nada aplaca o espírito festeiro. Do sagrado ao profano fim de ano, em suas areias, cultua-se Iemanjá, sob o Cristo Redentor, o ano inteiro.
Um pouco sobre o Rio: A palavra Copacabana tem várias origens: na língua aimará o significado é “vista do lago”, na língua quíchua, falada pelos Incas, significa “lugar luminoso”. Na Bolívia, Copacabana é o nome de uma cidade localizada às margens do Lago Titicaca. Segundo a lenda, nesse local, Nossa Senhora teria aparecido para um pescador. Imigrantes bolivianos trouxeram, para o Rio de Janeiro, uma réplica da imagem de Nossa Senhora de Copacabana e sobre um rochedo na praia Sacopenapã, que em Tupi significa “caminho de socós (ave aquática de pescoço longo)”, construíram uma capela em homenagem à santa. A capela passou a denominar a praia e o bairro. Demolida em 1918, deu lugar ao atual Forte de Copacabana. Mais tarde a imagem foi realocada em uma nova capela próxima ao forte.
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