
DEIXA
Data 17/10/2021 19:10:55 | Tópico: Poemas
| Deixa que a minha alma combalida/ e salpicada de estrelas cadentes / no auge da bancarrota moral/ bata na porta dourada do seu amor/ quando a tempestade chegar//
Deixa que o terno rasgado/ esparrame da prata das águas/ riquezas que os ares não guardam//
como os sonhos que guardei para usar / só quando a vida for um navio pirata/ deixando no porto das saudades irrecuperáveis/ aquelas dívidas que deixamos anotadas no armazém dos arrependimentos / que nunca permitimos em momento algum/ mas que os idiotas da religião e do julgamento alheio/ teimam em acreditar que cultivamos //
Deixa por fim que eu seja mais que amante/ um tirano delirante/ que sem você acampa sozinho sem manhã// porque se me deixa o grito o que destina/ a estrada antecede a esquina/ que de surpresa anima/ o vulto que de mim chega mais cedo a você//
no pulso invés de relógio uma estrela do mar
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